UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS I POLO ITAMARAJU ELIEL LEAL DA SILVA MARCIO PEREIRA RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES REALIZADAS NA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA DO PROJETO GEOGRAFIA NA SALA DE AULA: Ensino e Aprendizagem na Educação Básica ITAMARAJU 2019 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 02 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 05 3. DISCUSSÃO 07 4. CONCLUSÕES 10 5. REFERÊNCIAS 12 ANEXOS 14 1. INTRODUÇÃO O conceito de Geografia na escola, sua importância e os desafios apresentados por ela é de grande importância para a formação do educando, contudo ao longo dos tempos a rotina de uma prática pedagógica sem perspectiva de inovação tornou a disciplina pouco atrativa e sem conteúdos que desperte interesse para nossa realidade. Há ainda estudantes e professores convivendo com uma geografia de conteúdos defasados, enquanto que a Geografia proposta nos bancos acadêmicos demonstra que esta é uma disciplina altamente rica de assuntos que abrangem praticamente todas as áreas em que vive o ser humano e, a realidade de cada região ou espaço que forma o país. É visto que a rotina do ensino de Geografia na sala de aula enfrenta várias dificuldades, considerando que cada professor adota uma metodologia diferente para aplicar sua prática pedagógica, os alunos na maioria das vezes são massacrados por tal metodologia que não permite a sua participação ativa nas aulas, tornando estes, sujeitos passivos, apenas receptores do conhecimento. Enquanto o ensino de modo geral caminha para o processo de construção do conhecimento o estudante deve ser tratado como sujeito ativo nesse processo e o professor deve ser o mediador da Geografia para promover as mudanças e transformações que se fazem necessárias na existência de uma relação entre o sujeito e o mundo. Diante deste pressuposto o Projeto de Intervenção intitulado “Geografia na Sala de Aula: Ensino e Aprendizagem na Educação Básica” tem como objetivo analisar os aspectos característicos do processo de ensinar e aprender Geografia, de forma que o professor busque fundamentação teórica em pesquisa bibliográfica e orientações no campo acadêmico brasileiro, visando a valorização dos recursos metodológicos que devem ser aplicados na sala de aula para alcançar as metas propostas. Na escola atual é perceptível que uma das maiores dificuldades do professor de geografia é atrair a atenção dos estudantes para com os conteúdos da disciplina, visto por eles como “chata” e desinteressante. Foi com base no dilema dessa problemática, que surgiu a necessidade de se buscar novas alternativas para a pratica pedagógica em sala de aula, a fim de intervir no aspecto negativo da maneira de ensinar e aprender Geografia, visando uma melhoria na qualidade do ensino. Com tanta evolução tecnológica não se pode negar que tal realidade se tornou comum em grande parte das escolas brasileiras, razão que exige do educador da ciência em questão, novas alternativas atraentes capazes de facilitar a aprendizagem e a qualidade do ensino, em meio a diversas alternativas didáticas que podem ser usadas para alcançar tais propósitos. Uma delas é a utilização de temas destacados por meio da mídia ou temas atuais para ser desenvolvidos no ensino de Geografia, podendo ser considerados os períodos de situações Políticas, Mudanças na Economia Nacional, Censo Demográfico, Desastre Climáticos, Catástrofes Ecológicas, Movimentos Sociais, Culturas Regionais, Alterações Rurais e Urbanas entre outros. Dado que a massa juvenil e adolescente está sempre conectada com a mídia e se interessam por alguns dos temas citados, além de acompanhar de forma direta ou indireta as notícias do que acontece no Brasil e no mundo torna-se mais fácil prender sua atenção ao conteúdo escolar. Na busca por novas metodologias o professor assume o papel de mediador do debate, das informações globalizadas, da pesquisa a fim aguçar a curiosidade dos discentes e, a discussão que gera a construção do saber. Segundo PCN, 1998, p. 55, dentro dessa estratégia é possível que o professor trabalhe “conceitos chave da Geografia: espaço, território, paisagem e lugar como categorias imprescindíveis para a explicação e a compreensão na análise geográfica, ajudando o educando a desvendar a natureza dos lugares e do mundo como habitat do homem”. A nova prática metodológica de ensino colabora para evitar que o professor apresente conteúdos de Geografia e conceitos de forma isolada e rápida, distanciada da realidade e de uma aplicação prática. Uma metodologia inovadora aliada a transversalidade e, a um professor preocupado com a aprendizagem de seus alunos, consiste na formação integral do educando e no fortalecimento Do currículo escolar. Foi nessa parceria que este projeto auxiliou a disciplina de Geografia cumprir o seu papel na escola, o de proporcionar aos discentes um grau de conhecimento capaz de ajudar a entender o ambiente ao seu redor e prevenir as constantes modificações que sofrem o planeta terra, provocada pela ação do homem. O objetivo geral deste projeto foi compreender que os aspectos característicos do processo de ensinar e aprender Geografia parte da busca de sua formação profissional, a fim de mostrar ao aluno que ele exerce cidadania quando entende todas as transformações do ambiente em que está inserido. Toda ação desenvolvida pelo professor dentro do projeto foi visando avaçar os objetivos específicos que visava analisar a postura do professor de Geografia enquanto mediador do conhecimento; refletir sobre os direitos e deveres que temos de cumprir para com a sociedade; pensar nas ações individuais ou coletivas que estão comprometidas no exercício da cidadania; possibilitar ao educando uma reflexão sobre a importância da Geografia como mecanismo do exercício de cidadania, como também, a sua postura nas relações sociais; buscar sempre as informações atuais sobre o ambiente social, cultural e ecológico; propiciar a construção de uma identidade ética e crítica do professor e do estudante de Geografia, e por fim, reconhecer a importância da Geografia como manifestação social no espaço e no tempo. O plano de ação deste Projeto de Intervenção se caracterizou pelo desenvolvimento de uma pesquisa que foi aplicada para a Tuma do 2º ano do ensino médio, do noturno, no Colégio Estadual Antonio Carlos Magalhães, onde freqüenta alunos da área urbana e da zona rural. O presente estudo foi realizado como parte da intervenção pedagógica realizada na escola, no período de 17/04 a 08/05/2019, visando identificar o conhecimento prévio dos alunos, para desenvolver as estratégias de ensino/aprendizagem de modo ideal, numa ação coletiva dentro do âmbito escolar para uma aprendizagem efetiva do educando. O projeto contemplou oito etapas a serem realizadas. Cada etapa foi desenvolvida em hora/aula de 50 minutos, exceto a aula de campo que duraram 4 (quatro) horas normais, somando no total uma carga horária de 11 (onze) horas/aulas. 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ATIVIDADE 1 - Para a realização do projeto foi adotado o diário de bordo para acompanhar o desenvolvimento e a avaliação dos alunos durante as atividades propostas, nele os alunos registraram as principais observações feitas sobre as aulas. Junto ao diário de bordo foi aplicado um questionário com perguntas abertas, com o propósito de analisar os conhecimentos prévios do aluno e a sua capacidade de observar sua própria aprendizagem, e se o mesmo reconhecia a importância do estudo da Geografia nas transformações do meio em que está inserido. As perguntas contidas no questionário abordaram questões relacionadas à Geografia na Escola com o propósito de apresentar aos alunos o tema sobre a Nova Geografia, como por exemplo: (1) Para você o que é Geografia? (2) Como são as aulas de Geografia? (3) Você gosta de Geografia? (4) O que você acha que deveria mudar nas aulas de Geografia? (5) Você acha que as aulas de Geografia são importantes para sua formação? Explique por quê? (6) Em sua opinião qual a relação da Geografia com o meio ambiente? (7) Você tem dificuldade de aprender Geografia? (8) Qual o assunto de Geografia que você mais gosta? (9) Se você tivesse oportunidade de ser um Geógrafo, aproveitaria essa oportunidade? (10) Quais as suas expectativas para as aulas de Geografia ministradas neste período de estágio? ATIVIDADE 2 - Foi iniciada a aula sobre a Nova Geografia, fazendo uma retrospectiva sobre o ensino de Geografia no passado, e mostrando as mudanças e transformações advindas da Nova Geografia. Com o objetivo de compreender que no espaço geográfico se estuda os múltiplos aspectos do ambiente sem separar a natureza da dinâmica social. ATIVIDADE 3 - Foram apresentadas as possíveis causas das mudanças climáticas do município e a importância da agricultura familiar, com o objetivo de destacar as fontes de rendas na região, as melhorias na qualidade de vida da população rural e os pontos negativos no contexto ambiental e comercial. ATIVIDADE 4 - Foi realizada uma atividade de leitura complementar, visando discutir e analisar o texto “Paisagem construída” de Anselmo Lázaro Branco (2015), com o objetivo de possibilitar que o aluno perceba a diferença entre a paisagem natural e a humanizada e cultural, estimulando-o a perceber como a tecnologia da contemporaneidade ocasiona modificações na sociedade, principalmente no modo de produção das coisas. ATIVIDADE 5 - os alunos assistiram ao vídeo “A natureza e suas transformações. wmv”, e um vídeo gravado em nossa própria região que mostrou o momento exato em que uma paisagem passou por transformações causadas pelo desplacamento natural de uma rocha. Em seguida a turma foi dividida em grupos de 4 componentes, cada grupo recebeu um roteiro para analisar como ocorreram as modificações na paisagem, e descrever um parecer sobre o último estado do cenário, a atividade foi executada em forma de socialização para a classe. ATIVIDADE 6 - Foi realizada uma aula de campo, na qual os alunos foram levados no pequeno vilarejo chamado de Córrego do Ouro para visitar o local onde aconteceu o fenômeno natural do desplacamento das rochas. Com o roteiro de pesquisa em mão os alunos registraram através de fotos e filmagem todas as ocorrências e ouviram os moradores do local para responder algumas perguntas, tais como: 1- Desde quando está acontecendo estas modificações? 2- Isso está acontecendo com freqüência? O que pode ter causado este fenômeno? 4- Algum estudioso sobre o assunto já esteve aqui para analisar o fato? 5- O que vocês pensam a respeito deste fenômeno? 6- Você acha normal o que está acontecendo aqui? O objetivo da visita é coletar informações para construir seu próprio conceito a respeito do assunto. ATIVIDADE 7 - Os alunos expuseram oralmente suas percepções sobre os conceitos construídos, a caracterização dos ambientes apresentados nos vídeos e a paisagem visitada na aula de campo, o objetivo foi desenvolver indivíduos críticos, capazes de entender o lugar em que vivem e agir nele de maneira responsável, além de refletir sobre a sua realidade. ATIVIDADE 8 - Nesta última etapa do projeto, foi realizada a avaliação do projeto e a auto avaliação do professor e dos alunos, analisou também os registros dos alunos no diário de bordo. O professor orientou os alunos a colocar todas as atividades produzidas, os registros fotográficos e os textos produzidos num painel para expor no mural da escola. Esta uma atividade foi considerada a culminância do projeto e foi avaliado pelo mesmo. 3. DISCUSSÃO Este Projeto de Intervenção se baseia no pensamento de autores que acompanharam a trajetória da Geografia em sua história. Teóricos que apresentam uma definição do conhecimento sistemático da disciplina, fortalecendo a ideia de que o ensino de Geografia precisa passar por mudanças, já que a forma de ensinar dos profissionais atuais não atrai os nossos educandos. O geógrafo francês Yves Lacoste afirmou que: Desde o fim do século XIX pode-se considerar que existem duas geografias: - Uma, de origem antiga, a geografia dos Estados-maiores, é um conjunto de representações cartográficas e de conhecimento variados referentes ao espaço; esse saber sincrético é claramente percebido como eminentemente estratégico pelas minorias dirigentes que o utilizam como instrumento de poder. - A outra geografia, a dos professores, que apareceu há menos de um século, se tornou um discurso ideológico no qual uma das funções inconscientes, é a de mascarar a importância estratégica dos raciocínios centrados no espaço. (LACOSTE, 1976, p. 14). O texto acima mostra que a Geografia em sua essência se relaciona no âmbito escolar apenas a processos pedagógicos que não se preocupam em formar sujeitos críticos, capazes de pensar em possibilidades de alternativas e novas propostas de ideias de prevenção para combater danos socais e ambientais no futuro. Lacoste (1988) consiste que a Geografia escolar é uma ciência que apresenta em sua origem uma natureza fortemente tradicional na sala de aula. Para ele o ensino de Geografia se preocupa com a memorização de conteúdos, que atribui a esse conhecimento adquirido um caráter enciclopédico, formando cidadãos alienados e obedientes ao sistema. A Geografia ainda é considerada para muitos uma disciplina desinteressante, vista como um componente de uma cultura escolar que busca memorizar nomes de regiões, rios, altitudes, países, etc. Na primeira década do século XXI, mais do que nunca, a Geografia, trouxe para o seu contexto o homem para o centro de suas preocupações, se propondo como reflexão sobre as ações humanas em todas as suas dimensões [...]. Ela é na realidade, um instrumento de poder para todos que ampliam os seus conhecimentos. (CASTROGIOVANNI, 2007, p. 42) Freire (1987) reprova esse tipo de ensino quando ele disse que nessa educação o conhecimento é depositado nos educandos pelo professor para memorizar e ser repetido nas provas. Assim, O conhecimento torna-se mera transposição de conceitos, que na verdade, não são dos alunos. Kaercher observou nas lembranças das aulas de Geografia ministradas no trajeto da educação básica de muitos estudantes que a proposta era: Algo extremamente enfadonho e desinteressante, porque a única qualidade que se exigia do aluno era uma boa capacidade de memorizar nomes de acidentes geográficos, não raros de locais muito distantes, até da imaginação do alunado. Uma conseqüência muito simples disso é que a “Geografia não pode reprovar ninguém, pois só exige memorização”. (KAERCHER, 1999, p. 64). Cavalcanti destaca que querendo ou não, o conhecimento geográfico está inserido no cotidiano dos nossos alunos, embora este conhecimento muitas vezes não é articulado de maneira a ser usado na prática escolar: Em sua prática de todo o dia, os alunos já são portadores de um conhecimento da Geografia das coisas. As crianças e os jovens, independentemente da Geografia que estudam na escola, circulam pela cidade, pelo bairro, realizando atividades cotidianas, criando, recriando e organizando espaços, conhecendo a Geografia das coisas. Essa Geografia pode ser pensada ou conhecida no plano do cotidiano (onde estão disseminados saberes assistemáticos) e no plano do não-cotidiano (plano científico). Ao manipular as coisas na prática social cotidiana, os indivíduos vão construindo e reconstruindo a Geografia e um conhecimento dessa Geografia (um conhecimento geográfico). (CAVALCANTI, 2002, p.77). É de uma Geografia assim que precisamos disposta a acompanhar as transformações da sociedade, e trazer temas atuais que possam ser inseridos realidade da sala de aula. Contudo, isso exige que seja destituída a educação bancaria, assim chamada por Freire, àquela que oprime, que considerara o educando como um vaso vazio que temos que encher. É preciso saber que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Ao entrar na sala de aula o professor deve estar aberto as perguntas dos alunos, a curiosidades, visando atender o seu desejo de descobertas e aprendizagens. Em sala de aula cabe aos educadores desenvolver aulas atrativas, participativas, capazes de despertar nos alunos uma visão ampla sobre o estudo de geografia e o quanto ela amplia o nosso grau de conhecimento. Reconhecer a grande importância do ensino de Geografia na vida escolar é essencial. Ensino que se bem elaborado também pode prevenir danos ao meio ambiente, e facilitar o cultivo de alimentos. Entender os motivos das diferentes regiões, e cuidar do espaço em que se vive, torna a natureza mais equilibrada e mais sustentável. Gasparin salienta a importância de pensar e repensar, constantemente o processo de construção do conhecimento em sala de aula: É a existência social dos homens que gera o conhecimento, pois este exulta do trabalho humano, no processo histórico de transformação do mundo e da sociedade, através da reflexão sobre esse processo. O conhecimento, como fato histórico e social supõe sempre continuidades, rupturas, reelaborações, reincorporações, permanências e avanços (GASPARIN, 2005). O propósito da fundamentação teórica deste projeto foi encontrar repostas para os questionamentos sobre o grau de satisfação acadêmica ao ministrar as aulas de Geografia, qual a finalidade desse ensino, sua aplicabilidade, os encaminhamentos metodológicos, o que incomoda, quais as perspectivas futuras, que alternativas foram encontradas, quais as possíveis saídas para uma prática pedagógica eficiente. 4. CONCLUSÕES O presente projeto de Intervenção foi realizado no Colégio Estadual Antonio Magalhães, situado na Rua Ramiro Rocha, Centro, na cidade de Jucuruçu-Ba, na turma única do 2º ano do ensino médio no turno noturno, composta por alunos da zona urbana e rural. Com durabilidade de 11 (onze) horas/aulas, a finalidade do projeto foi buscar alternativas metodológicas mais eficazes, conduzidas por meio do ensino de uma nova Geografia. As aulas ministradas através do projeto foram desenvolvidas por meio de oficinas com aulas expositivas, debates, pesquisas de campo, gincanas, registros de dados e informações, estudos de mapas, confecção de painéis e atividades do livro didático e no caderno. Dessa forma foi possível mostrar que os alunos aprenderam os conceitos básicos da Geografia de forma prática, produzindo o seu próprio raciocínio, com foco principal nos fatos ocorridos em seu município, ampliando seu repertório geográfico, a ponto de identificar os fenômenos e transformações ocorridas em sua região. A forma como este projeto norteou o estudo sobre a prática de metodologias inovadoras no ensino da geografia, propiciou novas possibilidades, caminhos e métodos pedagógicos capaz de melhorar a qualidade do ensino da geografia escolar. Este projeto ofereceu ao aluno atividades dinâmicas e contextualizadas com a sua realidade, respeitando seus interesses e expectativas, permitindo sua participação como protagonista do seu conhecimento. O desenvolvimento do projeto permitiu possibilidades de ensinar Geografia de maneira contextualizada com a realidade do educando. Cada etapa do projeto direcionou o ensino para a realidade local, na qual o estudante está inserido. O aluno teve várias oportunidades de pesquisar e buscar informações fora da sala de aula, em lugares do reduto de seu conhecimento popular. As aulas foram desenvolvidas com ênfase em fatos que se desenvolveram na própria região. A agricultura familiar que é bastante explorada na zona rural do município, os produtos vendidos na feira livre que são oriundos da própria região e o desplacamento das rochas que aconteceu na área do município, tais fatos foram utilizados como conteúdo a serem estudados dentro da nova Geografia. Portanto, pode-se afirmar que o ensino de Geografia pode ser realizado em amplas dimensões e utilizar várias metodologias para desenvolver conhecimentos que são interessantes e atrativos para os alunos, uma vez que se trata de assuntos da sua realidade. Percebe-se que ao estudar a realidade do aluno novas perspectivas de aprendizagem são despertadas e com isso pode ser observado que a Geografia possui a capacidade de ser analisada numa perspectiva local, abordando as experiências vivenciadas em cada cenário. 6. REFERÊNCIAS BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia (5ª a 8ª séries). Brasília: MEC/SEF, 1998. CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos. Para entender a necessidade de práticas prazerosas no ensino de geografia na pós-modernidade. In: REGO, Nelson; CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos (org.). Geografia . Porto Alegre: Artmed, 2007. Disponível em: https://editorarealize.com.br/revistas/cintedi/trabalhos/TRABALHO_EV060_MD1_SA15_ID338_30082016165719.pdf CASTROGIOVANI, Antônio Carlos. et al. (org.) Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: editora da UFRGS, 1999. _____________. Ensino de Geografia: Práticas e textualização no cotidiano. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002. CASTROGIOVANI, Antônio Carlos. et al. (org.) Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: editora da UFRGS, 2003. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Editora Alternativa, 2002, 127p. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 18. ed. São Paulo: Paz & Terra, 2001. ______, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. (2005). GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas, SP: Autores Associados, 2005. 191 p. KAERCHER, N.A. Desafios e utopias no ensino de geografia. 3ª Ed. – Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1999. LACOSTE, Y. Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo, Papirus, 1988. ________, Y. La géographie, çasert, d’abord, à fairelaguerre. Paris: FraçoisMaspero, 1 ed. (1976). SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço habitado, fundamentos Teórico e metodológico da geografia. Hucitec. São Paulo 1988. Geografia: importante ciência para entender nosso planeta. exemplos de músicas para discutir nas aulas de Geografia domingo, 15 de agosto de 2010. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em 19/112018. Música Urbana 2, Legião Urbana, Composição Renato Russo. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em; 19/11/2018. Saudades da Minha Terra. Composição Goia e Belmonte, Interpretação: CHITÃOZINHO E XORORÓ. Disponível em: http://letras.mus.br/chitaozinho-e-xororo/71647. Casa No Campo. Elis Regina. Composição: Zé Rodrix e Tavito. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em; 19/11/2018. Vida Boa, Victor e Leo. Disponível em: http://letras.mus.br/victor-leo/797049. Acesso em; 19/11/2018. PARANÁ. Secretaria de Estado da educação. Departamento de Educação Básica. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_geo.pdf. Acesso 19/11/2018. A natureza e suas transformações.wmv. breno44822. Publicado em 15 de out de 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3hBn8Zc6m48. Acesso em 09/04/2019. ANEXOS Anexo 1 CRONOGRAMA DE ELABORAÇÃO DO PROJETO Datas Pesquisas 30/10 a10/11/2018 Elaboração do Projeto 08 a 11/111/2018 Planejamento das atividades 15/11/2018 Reunião de materiais e recursos 22/10 a 20/11/2018 Plano de Ação 20/11/2018 Conclusão do Projeto Anexo 2 DATA CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES 17/04/2019 1-Apresentação do projeto de estágio: Questionário com perguntas abertas para conhecimentos prévios 18/04/2019 2- Aula expositiva sobre a Nova Geografia 24/04/2019 3- Possíveis mudanças climáticas no município; importância da agricultura familiar 25/04/2019 4- Leitura e debate sobre o texto “paisagem construída” 28/04/2019 5- Aula de campo sobre o desplacamento da rocha 02/05/2019 6- Atividade sobre caracterização do ambiente. 08/05/2019 7- Culminância do projeto. Anexo 3 1- ATIVIDADE PLANEJADA ALUNO (A): _________________________________________DATA: _________________ DISCIPLINA: GEOGRAFIA SÉRIE: ______________ TURMA: ____________________ PROFESSOR ESTAGIÁRIO ELIEL LEAL DA SILVA 1) Para você o que é Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2) Como são as aulas de Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3) Você gosta de Geografia? ______________________________________________________________________________________________________________________________________ 4) O que você acha que deveria mudar nas aulas de Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 5) Você acha que as aulas de Geografia são importantes para sua formação? Explique porque? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 6) Na sua opinião qual a relação da Geografia com o meio ambiente? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 7) Você tem dificuldade de aprender Geografia? Se sim. Quais? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 8) Qual o assunto de Geografia que você mais gosta? ______________________________________________________________________________________________________________________________________ 9) Se você tiver oportunidade de ser um Geógrafo, aproveitaria essa oportunidade? Comente. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 10) Quais as suas expectativas para as aulas de Geografia ministradas neste período de estágio? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2- ATIVIDADE PLANEJADA a- Vídeos: A natureza e suas transformações.wmv.: https://www.youtube.com/watch?v=3hBn8Zc6m48. b- Vídeo: Geólogos avaliam rocha que tem provocado tremores em Guaratinga. https://globoplay.globo.com/v/7395363/ 3- ATIVIDADE PLANEJADA A PAISAGEM CONSTRUÍDA Quando você abre a janela e observa a rua, ou o que houver ao redor de sua casa, você está diante de uma paisagem. Esteja no campo, ou na cidade, você observará elementos que podem ser naturais ou construídos pelos seres humanos. Os elementos naturais numa paisagem são, por exemplo: as árvores (e outros tipos de plantas que não foram cultivadas pelas pessoas), os rios, o solo, os morros, o mar. Há paisagens nas quais existem muitos elementos naturais, como as que podemos observar em florestas (a Amazônica, por exemplo, que vem sofrendo com o desmatamento acelerado nos últimos anos). Já os elementos da paisagem que foram construídos pelos seres humanos, pelas mulheres e homens, são chamados de humanizados, culturais ou mesmo artificiais. São as casas, os edifícios, as ruas, os viadutos, as plantações (cultivos), as pastagens formadas pelas pessoas. Esses elementos são um resultado da ação humana, do trabalho de mulheres e homens. Mas nas paisagens também existem outros aspectos percebidos pelos nossos sentidos: os sons, os cheiros, os movimentos - a circulação de pessoas e de veículos. Paisagem humanizada Considerando os movimentos nas paisagens, podemos perceber que elas mudam de um momento para outro. Por isso, afirmamos que elas são dinâmicas, estão sendo constantemente modificadas. Elas podem ser modificadas também: quando casas ou prédios são derrubados, e outros são construídos; quando uma área de floresta é desmatada; quando ocorre uma colheita numa área cultivada, por exemplo, com arroz; quando ruas, viadutos, pontes, rodovias, são construídos, etc. No mundo atual praticamente não existe paisagem natural; são muito restritas as áreas onde existem apenas elementos naturais. Os oceanos, por exemplo, são constantemente atravessados por navios de todo tipo, seus recursos são explorados (inclusive de seu subsolo), em seus leitos há milhares de quilômetros de cabos submarinos feitos de cobre ou fibra óptica, que possibilitam as comunicações entre milhões de pessoas de diferentes continentes, diariamente. Em diversos trechos da floresta Amazônica são desenvolvidas pesquisas, atividades de exploração, muitas delas prejudiciais ao ambiente. A paisagem humanizada (artificial ou cultural) é a que está presente nos mais vastos recantos do planeta. Nela coexistem elementos naturais e artificiais, havendo uma predominância destes últimos. No entanto, é preciso considerar que mesmo muitas plantas que existem nas paisagens bastante humanizadas, como as das grandes cidades, não apareceram e cresceram naturalmente, elas foram plantadas pelas pessoas. A sua existência, portanto, naquele determinado local, é resultado da ação humana. Modificações e descobertas Nas paisagens também encontramos elementos que foram construídos em diferentes épocas. Muitas vezes, em áreas onde a ocupação humana é antiga e contínua, verifica-se a presença de construções de diferentes períodos históricos. Em relação a isso, podemos pensar, por exemplo, em regiões da Índia e da Itália. Mas podemos também considerar algumas cidades brasileiras que foram fundadas no primeiro século da presença dos portugueses no Brasil: Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, entre outras. Nessas cidades e em muitas outras coexistem o velho e o novo, o antigo e o moderno. As modificações nas paisagens também estão relacionadas com as novas descobertas que os seres humanos vão realizando, em termos tecnológicos, que fazem surgir novos modos de se produzir, novas mercadorias e novas formas arquitetônicas, entre outros. Por outro lado, há mudanças nas paisagens que são resultado de fatores naturais como a alternância entre o dia e a noite, e entre as estações do ano (quando podem ser percebidas, dependendo da localização); ou até de terremotos, por exemplo. Espaço geográfico Se fossemos consultar num dicionário a palavra espaço, constataríamos que há uma grande quantidade de significados. Para geografia o espaço são as paisagens, as relações que se estabelecem entre as pessoas (sociais, econômicas, políticas, etc.), as relações entre as pessoas e a natureza, e as próprias pessoas. Esse espaço é chamado de espaço geográfico. Percebemos, assim, que a noção de espaço geográfico é mais ampla que a de paisagem. Ao pensarmos no espaço geográfico estamos pensando nos elementos e aspectos que existem nas paisagens, mas também nas diversas ações que as pessoas realizam nas paisagens. Essas ações correspondem aos variados tipos de atividades humanas: trabalho, estudo, lazer. Envolvem, portanto, relações econômicas, sociais e políticas. Trata-se de algo bastante dinâmico. Anselmo Lazaro Branco* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Anselmo Lázaro Branco é autor de livros didáticos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. ALUNO (A): ________________________________________________________________ DATA: _____/______/_____ I UNIDADE DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR ESTAGIÁRIO: ELIEL LEAL DA SILVA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ESTÁGIO 1) Em Sua Opinião os Conteúdos Apresentados pelo estagiário contribuíram para sua aprendizagem? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 2) Os assuntos forma bem explicados? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 3) Você conseguiu compreender os conteúdos apresentados pelo estagiário? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 4) Como você avalia o desempenho do estagiário? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 5) Você aprovaria este estagiário como professor da disciplina de Geografia? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 4 - Anexos

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