UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS I POLO ITAMARAJU ELIEL LEAL DA SILVA MARCIO PEREIRA RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES REALIZADAS NA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA DO PROJETO GEOGRAFIA NA SALA DE AULA: Ensino e Aprendizagem na Educação Básica ITAMARAJU 2019 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 02 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 05 3. DISCUSSÃO 07 4. CONCLUSÕES 10 5. REFERÊNCIAS 12 ANEXOS 14 1. INTRODUÇÃO O conceito de Geografia na escola, sua importância e os desafios apresentados por ela é de grande importância para a formação do educando, contudo ao longo dos tempos a rotina de uma prática pedagógica sem perspectiva de inovação tornou a disciplina pouco atrativa e sem conteúdos que desperte interesse para nossa realidade. Há ainda estudantes e professores convivendo com uma geografia de conteúdos defasados, enquanto que a Geografia proposta nos bancos acadêmicos demonstra que esta é uma disciplina altamente rica de assuntos que abrangem praticamente todas as áreas em que vive o ser humano e, a realidade de cada região ou espaço que forma o país. É visto que a rotina do ensino de Geografia na sala de aula enfrenta várias dificuldades, considerando que cada professor adota uma metodologia diferente para aplicar sua prática pedagógica, os alunos na maioria das vezes são massacrados por tal metodologia que não permite a sua participação ativa nas aulas, tornando estes, sujeitos passivos, apenas receptores do conhecimento. Enquanto o ensino de modo geral caminha para o processo de construção do conhecimento o estudante deve ser tratado como sujeito ativo nesse processo e o professor deve ser o mediador da Geografia para promover as mudanças e transformações que se fazem necessárias na existência de uma relação entre o sujeito e o mundo. Diante deste pressuposto o Projeto de Intervenção intitulado “Geografia na Sala de Aula: Ensino e Aprendizagem na Educação Básica” tem como objetivo analisar os aspectos característicos do processo de ensinar e aprender Geografia, de forma que o professor busque fundamentação teórica em pesquisa bibliográfica e orientações no campo acadêmico brasileiro, visando a valorização dos recursos metodológicos que devem ser aplicados na sala de aula para alcançar as metas propostas. Na escola atual é perceptível que uma das maiores dificuldades do professor de geografia é atrair a atenção dos estudantes para com os conteúdos da disciplina, visto por eles como “chata” e desinteressante. Foi com base no dilema dessa problemática, que surgiu a necessidade de se buscar novas alternativas para a pratica pedagógica em sala de aula, a fim de intervir no aspecto negativo da maneira de ensinar e aprender Geografia, visando uma melhoria na qualidade do ensino. Com tanta evolução tecnológica não se pode negar que tal realidade se tornou comum em grande parte das escolas brasileiras, razão que exige do educador da ciência em questão, novas alternativas atraentes capazes de facilitar a aprendizagem e a qualidade do ensino, em meio a diversas alternativas didáticas que podem ser usadas para alcançar tais propósitos. Uma delas é a utilização de temas destacados por meio da mídia ou temas atuais para ser desenvolvidos no ensino de Geografia, podendo ser considerados os períodos de situações Políticas, Mudanças na Economia Nacional, Censo Demográfico, Desastre Climáticos, Catástrofes Ecológicas, Movimentos Sociais, Culturas Regionais, Alterações Rurais e Urbanas entre outros. Dado que a massa juvenil e adolescente está sempre conectada com a mídia e se interessam por alguns dos temas citados, além de acompanhar de forma direta ou indireta as notícias do que acontece no Brasil e no mundo torna-se mais fácil prender sua atenção ao conteúdo escolar. Na busca por novas metodologias o professor assume o papel de mediador do debate, das informações globalizadas, da pesquisa a fim aguçar a curiosidade dos discentes e, a discussão que gera a construção do saber. Segundo PCN, 1998, p. 55, dentro dessa estratégia é possível que o professor trabalhe “conceitos chave da Geografia: espaço, território, paisagem e lugar como categorias imprescindíveis para a explicação e a compreensão na análise geográfica, ajudando o educando a desvendar a natureza dos lugares e do mundo como habitat do homem”. A nova prática metodológica de ensino colabora para evitar que o professor apresente conteúdos de Geografia e conceitos de forma isolada e rápida, distanciada da realidade e de uma aplicação prática. Uma metodologia inovadora aliada a transversalidade e, a um professor preocupado com a aprendizagem de seus alunos, consiste na formação integral do educando e no fortalecimento Do currículo escolar. Foi nessa parceria que este projeto auxiliou a disciplina de Geografia cumprir o seu papel na escola, o de proporcionar aos discentes um grau de conhecimento capaz de ajudar a entender o ambiente ao seu redor e prevenir as constantes modificações que sofrem o planeta terra, provocada pela ação do homem. O objetivo geral deste projeto foi compreender que os aspectos característicos do processo de ensinar e aprender Geografia parte da busca de sua formação profissional, a fim de mostrar ao aluno que ele exerce cidadania quando entende todas as transformações do ambiente em que está inserido. Toda ação desenvolvida pelo professor dentro do projeto foi visando avaçar os objetivos específicos que visava analisar a postura do professor de Geografia enquanto mediador do conhecimento; refletir sobre os direitos e deveres que temos de cumprir para com a sociedade; pensar nas ações individuais ou coletivas que estão comprometidas no exercício da cidadania; possibilitar ao educando uma reflexão sobre a importância da Geografia como mecanismo do exercício de cidadania, como também, a sua postura nas relações sociais; buscar sempre as informações atuais sobre o ambiente social, cultural e ecológico; propiciar a construção de uma identidade ética e crítica do professor e do estudante de Geografia, e por fim, reconhecer a importância da Geografia como manifestação social no espaço e no tempo. O plano de ação deste Projeto de Intervenção se caracterizou pelo desenvolvimento de uma pesquisa que foi aplicada para a Tuma do 2º ano do ensino médio, do noturno, no Colégio Estadual Antonio Carlos Magalhães, onde freqüenta alunos da área urbana e da zona rural. O presente estudo foi realizado como parte da intervenção pedagógica realizada na escola, no período de 17/04 a 08/05/2019, visando identificar o conhecimento prévio dos alunos, para desenvolver as estratégias de ensino/aprendizagem de modo ideal, numa ação coletiva dentro do âmbito escolar para uma aprendizagem efetiva do educando. O projeto contemplou oito etapas a serem realizadas. Cada etapa foi desenvolvida em hora/aula de 50 minutos, exceto a aula de campo que duraram 4 (quatro) horas normais, somando no total uma carga horária de 11 (onze) horas/aulas. 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ATIVIDADE 1 - Para a realização do projeto foi adotado o diário de bordo para acompanhar o desenvolvimento e a avaliação dos alunos durante as atividades propostas, nele os alunos registraram as principais observações feitas sobre as aulas. Junto ao diário de bordo foi aplicado um questionário com perguntas abertas, com o propósito de analisar os conhecimentos prévios do aluno e a sua capacidade de observar sua própria aprendizagem, e se o mesmo reconhecia a importância do estudo da Geografia nas transformações do meio em que está inserido. As perguntas contidas no questionário abordaram questões relacionadas à Geografia na Escola com o propósito de apresentar aos alunos o tema sobre a Nova Geografia, como por exemplo: (1) Para você o que é Geografia? (2) Como são as aulas de Geografia? (3) Você gosta de Geografia? (4) O que você acha que deveria mudar nas aulas de Geografia? (5) Você acha que as aulas de Geografia são importantes para sua formação? Explique por quê? (6) Em sua opinião qual a relação da Geografia com o meio ambiente? (7) Você tem dificuldade de aprender Geografia? (8) Qual o assunto de Geografia que você mais gosta? (9) Se você tivesse oportunidade de ser um Geógrafo, aproveitaria essa oportunidade? (10) Quais as suas expectativas para as aulas de Geografia ministradas neste período de estágio? ATIVIDADE 2 - Foi iniciada a aula sobre a Nova Geografia, fazendo uma retrospectiva sobre o ensino de Geografia no passado, e mostrando as mudanças e transformações advindas da Nova Geografia. Com o objetivo de compreender que no espaço geográfico se estuda os múltiplos aspectos do ambiente sem separar a natureza da dinâmica social. ATIVIDADE 3 - Foram apresentadas as possíveis causas das mudanças climáticas do município e a importância da agricultura familiar, com o objetivo de destacar as fontes de rendas na região, as melhorias na qualidade de vida da população rural e os pontos negativos no contexto ambiental e comercial. ATIVIDADE 4 - Foi realizada uma atividade de leitura complementar, visando discutir e analisar o texto “Paisagem construída” de Anselmo Lázaro Branco (2015), com o objetivo de possibilitar que o aluno perceba a diferença entre a paisagem natural e a humanizada e cultural, estimulando-o a perceber como a tecnologia da contemporaneidade ocasiona modificações na sociedade, principalmente no modo de produção das coisas. ATIVIDADE 5 - os alunos assistiram ao vídeo “A natureza e suas transformações. wmv”, e um vídeo gravado em nossa própria região que mostrou o momento exato em que uma paisagem passou por transformações causadas pelo desplacamento natural de uma rocha. Em seguida a turma foi dividida em grupos de 4 componentes, cada grupo recebeu um roteiro para analisar como ocorreram as modificações na paisagem, e descrever um parecer sobre o último estado do cenário, a atividade foi executada em forma de socialização para a classe. ATIVIDADE 6 - Foi realizada uma aula de campo, na qual os alunos foram levados no pequeno vilarejo chamado de Córrego do Ouro para visitar o local onde aconteceu o fenômeno natural do desplacamento das rochas. Com o roteiro de pesquisa em mão os alunos registraram através de fotos e filmagem todas as ocorrências e ouviram os moradores do local para responder algumas perguntas, tais como: 1- Desde quando está acontecendo estas modificações? 2- Isso está acontecendo com freqüência? O que pode ter causado este fenômeno? 4- Algum estudioso sobre o assunto já esteve aqui para analisar o fato? 5- O que vocês pensam a respeito deste fenômeno? 6- Você acha normal o que está acontecendo aqui? O objetivo da visita é coletar informações para construir seu próprio conceito a respeito do assunto. ATIVIDADE 7 - Os alunos expuseram oralmente suas percepções sobre os conceitos construídos, a caracterização dos ambientes apresentados nos vídeos e a paisagem visitada na aula de campo, o objetivo foi desenvolver indivíduos críticos, capazes de entender o lugar em que vivem e agir nele de maneira responsável, além de refletir sobre a sua realidade. ATIVIDADE 8 - Nesta última etapa do projeto, foi realizada a avaliação do projeto e a auto avaliação do professor e dos alunos, analisou também os registros dos alunos no diário de bordo. O professor orientou os alunos a colocar todas as atividades produzidas, os registros fotográficos e os textos produzidos num painel para expor no mural da escola. Esta uma atividade foi considerada a culminância do projeto e foi avaliado pelo mesmo. 3. DISCUSSÃO Este Projeto de Intervenção se baseia no pensamento de autores que acompanharam a trajetória da Geografia em sua história. Teóricos que apresentam uma definição do conhecimento sistemático da disciplina, fortalecendo a ideia de que o ensino de Geografia precisa passar por mudanças, já que a forma de ensinar dos profissionais atuais não atrai os nossos educandos. O geógrafo francês Yves Lacoste afirmou que: Desde o fim do século XIX pode-se considerar que existem duas geografias: - Uma, de origem antiga, a geografia dos Estados-maiores, é um conjunto de representações cartográficas e de conhecimento variados referentes ao espaço; esse saber sincrético é claramente percebido como eminentemente estratégico pelas minorias dirigentes que o utilizam como instrumento de poder. - A outra geografia, a dos professores, que apareceu há menos de um século, se tornou um discurso ideológico no qual uma das funções inconscientes, é a de mascarar a importância estratégica dos raciocínios centrados no espaço. (LACOSTE, 1976, p. 14). O texto acima mostra que a Geografia em sua essência se relaciona no âmbito escolar apenas a processos pedagógicos que não se preocupam em formar sujeitos críticos, capazes de pensar em possibilidades de alternativas e novas propostas de ideias de prevenção para combater danos socais e ambientais no futuro. Lacoste (1988) consiste que a Geografia escolar é uma ciência que apresenta em sua origem uma natureza fortemente tradicional na sala de aula. Para ele o ensino de Geografia se preocupa com a memorização de conteúdos, que atribui a esse conhecimento adquirido um caráter enciclopédico, formando cidadãos alienados e obedientes ao sistema. A Geografia ainda é considerada para muitos uma disciplina desinteressante, vista como um componente de uma cultura escolar que busca memorizar nomes de regiões, rios, altitudes, países, etc. Na primeira década do século XXI, mais do que nunca, a Geografia, trouxe para o seu contexto o homem para o centro de suas preocupações, se propondo como reflexão sobre as ações humanas em todas as suas dimensões [...]. Ela é na realidade, um instrumento de poder para todos que ampliam os seus conhecimentos. (CASTROGIOVANNI, 2007, p. 42) Freire (1987) reprova esse tipo de ensino quando ele disse que nessa educação o conhecimento é depositado nos educandos pelo professor para memorizar e ser repetido nas provas. Assim, O conhecimento torna-se mera transposição de conceitos, que na verdade, não são dos alunos. Kaercher observou nas lembranças das aulas de Geografia ministradas no trajeto da educação básica de muitos estudantes que a proposta era: Algo extremamente enfadonho e desinteressante, porque a única qualidade que se exigia do aluno era uma boa capacidade de memorizar nomes de acidentes geográficos, não raros de locais muito distantes, até da imaginação do alunado. Uma conseqüência muito simples disso é que a “Geografia não pode reprovar ninguém, pois só exige memorização”. (KAERCHER, 1999, p. 64). Cavalcanti destaca que querendo ou não, o conhecimento geográfico está inserido no cotidiano dos nossos alunos, embora este conhecimento muitas vezes não é articulado de maneira a ser usado na prática escolar: Em sua prática de todo o dia, os alunos já são portadores de um conhecimento da Geografia das coisas. As crianças e os jovens, independentemente da Geografia que estudam na escola, circulam pela cidade, pelo bairro, realizando atividades cotidianas, criando, recriando e organizando espaços, conhecendo a Geografia das coisas. Essa Geografia pode ser pensada ou conhecida no plano do cotidiano (onde estão disseminados saberes assistemáticos) e no plano do não-cotidiano (plano científico). Ao manipular as coisas na prática social cotidiana, os indivíduos vão construindo e reconstruindo a Geografia e um conhecimento dessa Geografia (um conhecimento geográfico). (CAVALCANTI, 2002, p.77). É de uma Geografia assim que precisamos disposta a acompanhar as transformações da sociedade, e trazer temas atuais que possam ser inseridos realidade da sala de aula. Contudo, isso exige que seja destituída a educação bancaria, assim chamada por Freire, àquela que oprime, que considerara o educando como um vaso vazio que temos que encher. É preciso saber que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Ao entrar na sala de aula o professor deve estar aberto as perguntas dos alunos, a curiosidades, visando atender o seu desejo de descobertas e aprendizagens. Em sala de aula cabe aos educadores desenvolver aulas atrativas, participativas, capazes de despertar nos alunos uma visão ampla sobre o estudo de geografia e o quanto ela amplia o nosso grau de conhecimento. Reconhecer a grande importância do ensino de Geografia na vida escolar é essencial. Ensino que se bem elaborado também pode prevenir danos ao meio ambiente, e facilitar o cultivo de alimentos. Entender os motivos das diferentes regiões, e cuidar do espaço em que se vive, torna a natureza mais equilibrada e mais sustentável. Gasparin salienta a importância de pensar e repensar, constantemente o processo de construção do conhecimento em sala de aula: É a existência social dos homens que gera o conhecimento, pois este exulta do trabalho humano, no processo histórico de transformação do mundo e da sociedade, através da reflexão sobre esse processo. O conhecimento, como fato histórico e social supõe sempre continuidades, rupturas, reelaborações, reincorporações, permanências e avanços (GASPARIN, 2005). O propósito da fundamentação teórica deste projeto foi encontrar repostas para os questionamentos sobre o grau de satisfação acadêmica ao ministrar as aulas de Geografia, qual a finalidade desse ensino, sua aplicabilidade, os encaminhamentos metodológicos, o que incomoda, quais as perspectivas futuras, que alternativas foram encontradas, quais as possíveis saídas para uma prática pedagógica eficiente. 4. CONCLUSÕES O presente projeto de Intervenção foi realizado no Colégio Estadual Antonio Magalhães, situado na Rua Ramiro Rocha, Centro, na cidade de Jucuruçu-Ba, na turma única do 2º ano do ensino médio no turno noturno, composta por alunos da zona urbana e rural. Com durabilidade de 11 (onze) horas/aulas, a finalidade do projeto foi buscar alternativas metodológicas mais eficazes, conduzidas por meio do ensino de uma nova Geografia. As aulas ministradas através do projeto foram desenvolvidas por meio de oficinas com aulas expositivas, debates, pesquisas de campo, gincanas, registros de dados e informações, estudos de mapas, confecção de painéis e atividades do livro didático e no caderno. Dessa forma foi possível mostrar que os alunos aprenderam os conceitos básicos da Geografia de forma prática, produzindo o seu próprio raciocínio, com foco principal nos fatos ocorridos em seu município, ampliando seu repertório geográfico, a ponto de identificar os fenômenos e transformações ocorridas em sua região. A forma como este projeto norteou o estudo sobre a prática de metodologias inovadoras no ensino da geografia, propiciou novas possibilidades, caminhos e métodos pedagógicos capaz de melhorar a qualidade do ensino da geografia escolar. Este projeto ofereceu ao aluno atividades dinâmicas e contextualizadas com a sua realidade, respeitando seus interesses e expectativas, permitindo sua participação como protagonista do seu conhecimento. O desenvolvimento do projeto permitiu possibilidades de ensinar Geografia de maneira contextualizada com a realidade do educando. Cada etapa do projeto direcionou o ensino para a realidade local, na qual o estudante está inserido. O aluno teve várias oportunidades de pesquisar e buscar informações fora da sala de aula, em lugares do reduto de seu conhecimento popular. As aulas foram desenvolvidas com ênfase em fatos que se desenvolveram na própria região. A agricultura familiar que é bastante explorada na zona rural do município, os produtos vendidos na feira livre que são oriundos da própria região e o desplacamento das rochas que aconteceu na área do município, tais fatos foram utilizados como conteúdo a serem estudados dentro da nova Geografia. Portanto, pode-se afirmar que o ensino de Geografia pode ser realizado em amplas dimensões e utilizar várias metodologias para desenvolver conhecimentos que são interessantes e atrativos para os alunos, uma vez que se trata de assuntos da sua realidade. Percebe-se que ao estudar a realidade do aluno novas perspectivas de aprendizagem são despertadas e com isso pode ser observado que a Geografia possui a capacidade de ser analisada numa perspectiva local, abordando as experiências vivenciadas em cada cenário. 6. REFERÊNCIAS BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia (5ª a 8ª séries). Brasília: MEC/SEF, 1998. CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos. Para entender a necessidade de práticas prazerosas no ensino de geografia na pós-modernidade. In: REGO, Nelson; CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos (org.). Geografia . Porto Alegre: Artmed, 2007. Disponível em: https://editorarealize.com.br/revistas/cintedi/trabalhos/TRABALHO_EV060_MD1_SA15_ID338_30082016165719.pdf CASTROGIOVANI, Antônio Carlos. et al. (org.) Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: editora da UFRGS, 1999. _____________. Ensino de Geografia: Práticas e textualização no cotidiano. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2002. CASTROGIOVANI, Antônio Carlos. et al. (org.) Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 4. ed. Porto Alegre: editora da UFRGS, 2003. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Editora Alternativa, 2002, 127p. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 18. ed. São Paulo: Paz & Terra, 2001. ______, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. (2005). GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas, SP: Autores Associados, 2005. 191 p. KAERCHER, N.A. Desafios e utopias no ensino de geografia. 3ª Ed. – Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1999. LACOSTE, Y. Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. São Paulo, Papirus, 1988. ________, Y. La géographie, çasert, d’abord, à fairelaguerre. Paris: FraçoisMaspero, 1 ed. (1976). SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço habitado, fundamentos Teórico e metodológico da geografia. Hucitec. São Paulo 1988. Geografia: importante ciência para entender nosso planeta. exemplos de músicas para discutir nas aulas de Geografia domingo, 15 de agosto de 2010. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em 19/112018. Música Urbana 2, Legião Urbana, Composição Renato Russo. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em; 19/11/2018. Saudades da Minha Terra. Composição Goia e Belmonte, Interpretação: CHITÃOZINHO E XORORÓ. Disponível em: http://letras.mus.br/chitaozinho-e-xororo/71647. Casa No Campo. Elis Regina. Composição: Zé Rodrix e Tavito. Disponível em: http://almirgeografia.blogspot.com/2010/08/exemplos-de-musicas-para-discutir-nas.html. Acesso em; 19/11/2018. Vida Boa, Victor e Leo. Disponível em: http://letras.mus.br/victor-leo/797049. Acesso em; 19/11/2018. PARANÁ. Secretaria de Estado da educação. Departamento de Educação Básica. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_geo.pdf. Acesso 19/11/2018. A natureza e suas transformações.wmv. breno44822. Publicado em 15 de out de 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3hBn8Zc6m48. Acesso em 09/04/2019. ANEXOS Anexo 1 CRONOGRAMA DE ELABORAÇÃO DO PROJETO Datas Pesquisas 30/10 a10/11/2018 Elaboração do Projeto 08 a 11/111/2018 Planejamento das atividades 15/11/2018 Reunião de materiais e recursos 22/10 a 20/11/2018 Plano de Ação 20/11/2018 Conclusão do Projeto Anexo 2 DATA CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES 17/04/2019 1-Apresentação do projeto de estágio: Questionário com perguntas abertas para conhecimentos prévios 18/04/2019 2- Aula expositiva sobre a Nova Geografia 24/04/2019 3- Possíveis mudanças climáticas no município; importância da agricultura familiar 25/04/2019 4- Leitura e debate sobre o texto “paisagem construída” 28/04/2019 5- Aula de campo sobre o desplacamento da rocha 02/05/2019 6- Atividade sobre caracterização do ambiente. 08/05/2019 7- Culminância do projeto. Anexo 3 1- ATIVIDADE PLANEJADA ALUNO (A): _________________________________________DATA: _________________ DISCIPLINA: GEOGRAFIA SÉRIE: ______________ TURMA: ____________________ PROFESSOR ESTAGIÁRIO ELIEL LEAL DA SILVA 1) Para você o que é Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2) Como são as aulas de Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3) Você gosta de Geografia? ______________________________________________________________________________________________________________________________________ 4) O que você acha que deveria mudar nas aulas de Geografia? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 5) Você acha que as aulas de Geografia são importantes para sua formação? Explique porque? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 6) Na sua opinião qual a relação da Geografia com o meio ambiente? _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 7) Você tem dificuldade de aprender Geografia? Se sim. Quais? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 8) Qual o assunto de Geografia que você mais gosta? ______________________________________________________________________________________________________________________________________ 9) Se você tiver oportunidade de ser um Geógrafo, aproveitaria essa oportunidade? Comente. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 10) Quais as suas expectativas para as aulas de Geografia ministradas neste período de estágio? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2- ATIVIDADE PLANEJADA a- Vídeos: A natureza e suas transformações.wmv.: https://www.youtube.com/watch?v=3hBn8Zc6m48. b- Vídeo: Geólogos avaliam rocha que tem provocado tremores em Guaratinga. https://globoplay.globo.com/v/7395363/ 3- ATIVIDADE PLANEJADA A PAISAGEM CONSTRUÍDA Quando você abre a janela e observa a rua, ou o que houver ao redor de sua casa, você está diante de uma paisagem. Esteja no campo, ou na cidade, você observará elementos que podem ser naturais ou construídos pelos seres humanos. Os elementos naturais numa paisagem são, por exemplo: as árvores (e outros tipos de plantas que não foram cultivadas pelas pessoas), os rios, o solo, os morros, o mar. Há paisagens nas quais existem muitos elementos naturais, como as que podemos observar em florestas (a Amazônica, por exemplo, que vem sofrendo com o desmatamento acelerado nos últimos anos). Já os elementos da paisagem que foram construídos pelos seres humanos, pelas mulheres e homens, são chamados de humanizados, culturais ou mesmo artificiais. São as casas, os edifícios, as ruas, os viadutos, as plantações (cultivos), as pastagens formadas pelas pessoas. Esses elementos são um resultado da ação humana, do trabalho de mulheres e homens. Mas nas paisagens também existem outros aspectos percebidos pelos nossos sentidos: os sons, os cheiros, os movimentos - a circulação de pessoas e de veículos. Paisagem humanizada Considerando os movimentos nas paisagens, podemos perceber que elas mudam de um momento para outro. Por isso, afirmamos que elas são dinâmicas, estão sendo constantemente modificadas. Elas podem ser modificadas também: quando casas ou prédios são derrubados, e outros são construídos; quando uma área de floresta é desmatada; quando ocorre uma colheita numa área cultivada, por exemplo, com arroz; quando ruas, viadutos, pontes, rodovias, são construídos, etc. No mundo atual praticamente não existe paisagem natural; são muito restritas as áreas onde existem apenas elementos naturais. Os oceanos, por exemplo, são constantemente atravessados por navios de todo tipo, seus recursos são explorados (inclusive de seu subsolo), em seus leitos há milhares de quilômetros de cabos submarinos feitos de cobre ou fibra óptica, que possibilitam as comunicações entre milhões de pessoas de diferentes continentes, diariamente. Em diversos trechos da floresta Amazônica são desenvolvidas pesquisas, atividades de exploração, muitas delas prejudiciais ao ambiente. A paisagem humanizada (artificial ou cultural) é a que está presente nos mais vastos recantos do planeta. Nela coexistem elementos naturais e artificiais, havendo uma predominância destes últimos. No entanto, é preciso considerar que mesmo muitas plantas que existem nas paisagens bastante humanizadas, como as das grandes cidades, não apareceram e cresceram naturalmente, elas foram plantadas pelas pessoas. A sua existência, portanto, naquele determinado local, é resultado da ação humana. Modificações e descobertas Nas paisagens também encontramos elementos que foram construídos em diferentes épocas. Muitas vezes, em áreas onde a ocupação humana é antiga e contínua, verifica-se a presença de construções de diferentes períodos históricos. Em relação a isso, podemos pensar, por exemplo, em regiões da Índia e da Itália. Mas podemos também considerar algumas cidades brasileiras que foram fundadas no primeiro século da presença dos portugueses no Brasil: Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, entre outras. Nessas cidades e em muitas outras coexistem o velho e o novo, o antigo e o moderno. As modificações nas paisagens também estão relacionadas com as novas descobertas que os seres humanos vão realizando, em termos tecnológicos, que fazem surgir novos modos de se produzir, novas mercadorias e novas formas arquitetônicas, entre outros. Por outro lado, há mudanças nas paisagens que são resultado de fatores naturais como a alternância entre o dia e a noite, e entre as estações do ano (quando podem ser percebidas, dependendo da localização); ou até de terremotos, por exemplo. Espaço geográfico Se fossemos consultar num dicionário a palavra espaço, constataríamos que há uma grande quantidade de significados. Para geografia o espaço são as paisagens, as relações que se estabelecem entre as pessoas (sociais, econômicas, políticas, etc.), as relações entre as pessoas e a natureza, e as próprias pessoas. Esse espaço é chamado de espaço geográfico. Percebemos, assim, que a noção de espaço geográfico é mais ampla que a de paisagem. Ao pensarmos no espaço geográfico estamos pensando nos elementos e aspectos que existem nas paisagens, mas também nas diversas ações que as pessoas realizam nas paisagens. Essas ações correspondem aos variados tipos de atividades humanas: trabalho, estudo, lazer. Envolvem, portanto, relações econômicas, sociais e políticas. Trata-se de algo bastante dinâmico. Anselmo Lazaro Branco* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Anselmo Lázaro Branco é autor de livros didáticos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. ALUNO (A): ________________________________________________________________ DATA: _____/______/_____ I UNIDADE DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR ESTAGIÁRIO: ELIEL LEAL DA SILVA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO ESTÁGIO 1) Em Sua Opinião os Conteúdos Apresentados pelo estagiário contribuíram para sua aprendizagem? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 2) Os assuntos forma bem explicados? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 3) Você conseguiu compreender os conteúdos apresentados pelo estagiário? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 4) Como você avalia o desempenho do estagiário? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 5) Você aprovaria este estagiário como professor da disciplina de Geografia? ( )Regular ( )Bom ( )Ótimo 4 - Anexos

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17/09/2019 às 14:49

LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DEMETRO LAGO MARIANE SOUZA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA IV: REGÊNCIA DE CLASSE – ENSINO MÉDIO. LIXÕES, CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS. ITAMARAJU – BA SETEMBRO – 2019 DEMETRO LAGO MARIANE SOUZA RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA IV: REGÊNCIA DE CLASSE – ENSINO MÉDIO. LIXÕES, CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS. Trabalho apresentado ao curso de Licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia – UNEB; Unidade Acadêmica de Educação a Distância (UNEAD), para a Disciplina: Estagio Supervisionado em Geografia IV – Regência de Classe no Ensino Médio. Professor: Edvaldo Hilário dos Santos. Semestre: 8º. Tutora Presencial: Mainne de Souza Silva. Tutora On-line: Jeruza Jesus do Rosário. ITAMARAJU – BA SETEMBRO – 2019 RESUMO O presente trabalho aborda os Resíduos Sólidos gerados pela comunidade ITAMARUJUENCE, cidade de Itamaraju/BA, sobre como a comunidade faz o descarte e a reciclagem do lixo doméstico, assim conseguir diminuir a exploração dos recursos naturais, a poluição do solo, da água e do ar e ainda reduzir consumo de energia, contribuindo com a limpeza urbana e gerando trabalho e renda para as pessoas e conscientizando toda a comunidade escolar. Buscando soluções para os problemas socioambientais gerados pelo acúmulo, destino e falta de tratamento adequado dos resíduos sólidos tem despertado discussões, mobilizações e intensa busca de alternativas que visem o equilíbrio sustentável do meio ambiente. Com este objetivo, o presente trabalho se propõe a fazer uma análise do destino dos Resíduos Sólidos nos municípios de pequeno e médio porte (Prado-BA e Itamaraju-BA, respectivamente), à luz da Lei n° 12.305/10 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e dá outras providências. O percurso metodologia usada ocorreu através de visitas técnicas ao lixão dos municípios de Prado-BA e Itamaraju-Ba, e aos órgãos responsáveis pela gestão dos resíduos municipais para criação de um banco de dados, com o acompanhamento de registro fotográfico, foram observados os procedimentos básicos e os possíveis impactos decorrentes do descarte dos mesmos. Um dos problemas está ligado ao tratamento ou acondicionamento dos resíduos produzidos nas residências, e o mais preocupante nos municípios está relacionado aos danos ambientais provocados quanto à disposição inadequada dos resíduos, sendo estes colocados em um lixão que deve ser erradicado até 2014 conforme a Lei n°12.305/10. Palavras-chave: Resíduos sólidos. Lixo doméstico. Equilíbrio sustentável do meio ambiente. Lei 12.305/2010. Lixão. Catadores. SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA ESCOLA.................................................................................05 1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................06 2. PROBLEMA DA PESQUISA....................................................................................08 3.HIPÓTESE.................................................................................................................08 4. JUSTIFICATIVA........................................................................................................08 5. OBJETIVOS..............................................................................................................09 5.1. OBJETIVO GERAL................................................................................................09 5.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................................09 6.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA................................................................................10 7. METODOLOGIA.......................................................................................................18 8. CRONOGRAMA........................................................................................................18 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................................22 9. REFERÊNCIAS.........................................................................................................23 ANEXO..............................................................................................................24 APRESENTAÇÃO DA ESCOLA O Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães – CELEM, é uma escola da rede estadual de ensino, na qual são disponibilizados os anos finais do ensino fundamental, médio e EJA. Construída em setembro de 1997 na gestão do governador Paulo Ganem Souto e do secretário estadual de educação o professor Edilson Souto Freire, hoje a diretoria é composta pela professora Geane Ferreira Lobo; e pelo professor Erlei Gomes Ferrari, a escola está inscrita no CNPJ sob Nº 13.937.065/0001-00; situada à rua: Itajuípe nº 200, bairro Cristo Redentor; telefone (73) 3294-3795, na cidade de Itamaraju-Bahia, tem sua história baseada em momentos especiais de conquistas e de grandes vitorias para toda a comunidade do bairro onde está inserida e especialmente nas disputas anuais de bandas marciais e nos desfiles cívicos dos meses de setembro e outubro, nos quais a escola marca sua presença; inclusive já conquistou várias vezes o título de campeã em várias modalidades. A estrutura organizacional do colégio é formada da seguinte maneira: uma diretora; um vice-diretor; três secretárias; vinte e sete professores, três seguranças; três merendeiras; quatro auxiliares de serviços gerais e quinhentos e noventa e dois alunos, que estão distribuídos nos três turnos da seguinte forma: (260) manhã, (187) tarde e (145) noite. Sua estrutura física é fechada por um muro quadrado, ocupando todo um quarteirão, tem uma garagem simples para veículos dos professores, uma quadra poliesportiva, um pátio para intervalo e merendas, uma sala da diretoria, uma sala de professores, uma biblioteca, uma sala de vídeo, dois banheiros: masculinos e feminino com vários sanitários individuais disponíveis, uma sala de secretaria e doze salas disponíveis ou aptas para aulas. A frente principal do Colégio CELEM, tem um muro pintado pelos estudantes com o tema principal sendo uma homenagem a África, os negros e sua cultura. 1. INTRODUÇÃO Este relatório de estágio como professor regente foi realizado no Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães (CELEM), é o registro das atividades acadêmicas versus práticas de ensino, da disciplina geografia do estágio supervisionado IV e conseqüente um passo especial para a carreira de professor, mediador, facilitador e transmissor de conhecimentos no mundo da educação. A realização deste projeto de estágio foi um momento especial em sala de aula e em campo com duas turmas do ensino médio (3º ano “A” “B”). No primeiro momento apresentamos o projeto a professora, direção e coordenação do colégio, o mesmo foi bem aceito pela direção e também pela professora regente. Na aula seguinte apresentamos o projeto aos alunos, o que os deixou bastantes eufóricos com a idéia de uma aula de [em] campo. No dia 25 de Abril das 13:00 às 16:30 horas, realizamos nossa aula de [em] campo, o objetivo proposto foi alcançado. Os alunos participaram realizando pesquisas sobre os tipos de material para reciclagem observaram as diferentes paisagens existentes, observaram que a maioria da população não faz separação do lixo. Duas professoras regentes do colégio nos acompanhavam e perceberam como eles participam melhor de uma aula de [em] campo, quando eles desenvolvem o trabalho, questionam e fazem suas próprias observações e aquisições. Diante do exposto, o Estágio Supervisionado IV em Geografia veio trazer embasamento ao licenciando com um conhecimento da real situação do exercício, tanto em sala de aula como fora dela, e nas suas especificidades em todo âmbito escolar, com isso em mente um momento ímpar foi proporcionado aos estagiários os quais poderão pluralizar as competências adquiridas ao longo da graduação em Geografia. O insucesso da Educação, do ensino-aprendizagem, não é culpa dos professores, da escola, da família, dos alunos (a), e sim de uma [dez]estimulação de todos os profissionais que tem participação, e envolvimento direto e/ou indiretamente nessa conjuntura. Ao estudarmos a situação dos lixões no Brasil, observamos que deveriam ter sido erradicados desde o ano de 2014, mas 60% dos municípios ainda descartam o lixo em aterros a céu aberto, sem nenhum controle sanitário. O descarte adequado do lixo é um dos principais desafios que as cidades enfrentam atualmente. Os sete bilhões de pessoas que habitam o planeta produzem 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos por dia. Nos últimos 30 anos, a produção de lixo cresceu três vezes mais rápido que o número de habitantes. O crescimento acelerado populacional quando associado às mudanças de hábitos incrementa um aumento na produção de materiais e atividades. Estes, por sua vez, à medida que são produzidos e consumidos, acarretam um surgimento cada vez maior de resíduos, os quais, coletados ou postos de forma inadequada, trazem significativas transformações ambientais que têm se tornado um dos maiores desafios do planeta. A produção exagerada desses resíduos é baseada em uma questão que vem se agravando de forma gradativa, a partir do aumento da população e das mudanças nos hábitos de vida. 2. PROBLEMA DE PESQUISA Coleta Seletiva não funciona nas cidades. Reciclagem não tem apoio da população. Reciclagem não tem apoio dos governos. Não há ajuda financeira, para acabar com os lixões. 3. HIPOTESE O lixo gera poluição ambiental? A sociedade de consumo – Ser mais colaboradora do ambiente saudável A degradação do Meio Ambiente- Passar a ser vista como crime, e ser devidamente aplicado às multas aos responsáveis por tal ato, na região local. O despertar da consciência ecológica - Para manter a linha de reciclagem De outros municípios vizinhos, e de outras regiões do país. Exemplo: Perceba que hoje, é de extrema importância, manter o local onde habitamos limpo, e organizado, isto é uma tendência de todos. Mas nem todos, estão atentos a esses detalhes, quando se fala de Meio Ambiente e preservação ambiental. 4. JUSTIFICATIVA Ao estudarmos os lixões, é possível, além do conhecimento sobre a matéria, levar ao conhecimento das pessoas, que os nossos atos irregulares, resultam em conseqüências graves como é o caso dos impactos ambientais, do consumismo exagerado de bens de consumo, o enorme desperdício no Meio Ambiente de forma inadequada de resíduos sólidos e outras substâncias que empobrece o solo e afeta nosso habitat. Contudo, por se tratar de um assunto que faz parte do currículo do ensino médio, é imprescindível demonstrar esse conteúdo para a aprendizagem dos alunos. Portanto, a intenção deste projeto é fazer com que os alunos descubram e se despertem para a diminuição da produção do lixo, bem como para sua reciclagem. O projeto deve desenvolver todas as dimensões do conteúdo relacionado ao conceito, história, características de tempo e do clima, envolvendo todas as estratégias que vise proporcionar condições de conhecimento da cultura popular, entrelaçado a natureza lúdica, podendo ser utilizados: textos diversos que apresentem informações, notícias, mapas, dados estatísticos, histórias. Este tema busca orientar a população/comunidade escolar a se organizar sobre a problemática do lixo, em cidades do Extremo Sul baiano (PRADO E ITAMARAJU). Visa um entendimento maior e compreender o assunto de forma aguçada e que contemple a cada passo dado uma solução para melhoria do bem-estar da sociedade em si. Esta pesquisa minuciosa, também vai nos proporcionar um aprendizado mais conceituado e uma formação na área de Geografia, bem mais estruturada e com ressalvas de um trabalho dinâmico, teoricamente e cientificamente planejado. 5. OBJETIVOS 5.1OBJETIVOS GERAIS Este estudo tem como objetivo avaliar os impactos ambientais, causados pelos lixões e apontar possíveis soluções pertinentes para este problema, juntamente com a população e governos locais, nas cidades de Prado –BA e Itamaraju-BA. 5.2OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar os impactos no meio físico, biótico e antrópicos, aplicar métodos de preservação e conscientização do problema (lixo), dividir a responsabilidade com todos (sociedade e governo), ampliar a capacidade de atuação do ser humano, na cidade de Prado e Itamaraju-Ba, para que o futuro dessas mesmas não seja de total poluição e desvalorização do Meio Ambiente. Tempo de degradação de alguns materiais. Jornais: de 2 a 6 semanas. Embalagens de papel: de 1 a 4 meses. Cascas de frutas: 3 meses. Pontas de cigarros: 2 anos. Chicletes: 5 anos. Nylon: de 30 a 40 anos. Latas de alumínio: de 100 a 500 anos. Pilhas: de 100 a 500 anos. Sacos e copos plásticos: de 200 a 450 anos. Vantagens proporcionadas pelo tratamento correto do lixo. Preservação do meio ambiente da sua cidade. Redução do espaço ocupado pelos resíduos. Redução da presença e da proliferação de moscas, baratas, ratos e outros transmissores de doenças. Redução do mau cheiro. Ruas mais limpas. Águas superficiais e subterrâneas sem contaminação. 6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A geração de lixo no Brasil avançou cinco vezes mais em relação ao crescimento populacional de 2010 a 2014, mas 38% dos brasileiros (78 milhões de pessoas) continuam sem acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos. Os dados são do novo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que será divulgado na próxima semana, mas foram antecipados ontem pelo jornal O Globo. O Nordeste concentra o maior número absoluto de cidades ainda mandando seus resíduos para lixões (834), número que representa mais da metade dos municípios brasileiros com essa prática. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), no estado, são 343 vazadouros a céu aberto. Bahia foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a elaboração de proposta de três Planos de Resíduos Sólidos: Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com abrangência dos seus 13 municípios, o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Litoral Sul (LS) e o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. “Os planos estão em fase preliminar ao processo licitatório”. https://www.ibahia.com/detalhe/noticia/lixo-aumenta-5-vezes-mais-do-que-populacao-nordeste-tem-maior-numero-de-lixoes/. http://www.mma.gov.br/agenda-ambiental-urbana.html http://www.lixoecidadania.org.br/lixoecidadania/pesquisaunicef Bahia é recordista em lixões no país; Brasil tem quase 3 mil ainda em atividade Um levantamento apontou a Bahia como recordista em número de lixões no país. Ao todo, são 300 vazadouros irregulares. Segundo pesquisa da Abrelpe [Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública], o Brasil tem quase 3 mil lixões ou aterros irregulares. O fato impacta a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros. Já Alagoas é o estado recordista em jogar lixo em local errado. No estado, mais de 95% dos resíduos vão parar a céu aberto, informou reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira (8). Ainda segundo a pesquisa, o país ainda despeja cerca de 30 milhões de toneladas de lixo por ano, de forma inadequada, o que aumenta o riso de proliferação de doenças. Uma lei tinha determinado o fim dos lixões em 2014, porém há ainda muitos deles em atividade. O Congresso Nacional discute um novo prazo para o fim dos lixões no Brasil. Um dos entraves é que 65% dos municípios não têm receita específica para cuidar do lixo, atribuição das prefeituras. https://wgnamira.blogspot.com/2017/05/bahia-e-recordista-em-lixoes-no-pais.html Publicado em 05/06/2018 às 21h40. Brasil perde R$ 5,7 bilhões por não reciclar todo lixo plástico produzido! De acordo com o IBGE, o país produz anualmente mais de 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos, dos quais 13,5% é de plástico. O Brasil produz mais de 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, dos quais 13,5% (o equivalente a 10,5 milhões de toneladas) são de plástico. A quantidade é três vezes maior do que a produção de grãos de café, um dos principais artigos agrícolas do país, esperada para este ano – 3,4 milhões de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por se tratar de um material de difícil decomposição, o plástico acaba se acumulando na natureza. Quando a gestão dos resíduos sólidos não existe ou é ineficiente, o lixo descartado de forma incorreta se acumula nas ruas e lixões e, com a chuva, acaba alcançando os corpos hídricos. O resultado é inevitável: chegar aos oceanos. Com 20 mil lixões – praticamente um por cidade – na década de 1960, os Estados Unidos implementaram 2 mil aterros sanitários regionais em 15 anos e, com isso, passaram a utilizar a mesma estrutura de tratamento para diversas cidades, reduzindo os custos logísticos, viabilizando economicamente a reciclagem e a estruturação de plantas de geração de energia dentro dos aterros. http://bahia.ba/economia/brasil-perde-r-57-bi-por-nao-reciclar-todo-lixo-plastico-produzido. Como ocorre a contaminação do solo pelo lixo? O solo é a camada composta por material inorgânico e orgânico que cobre a superfície do planeta. Nesse extrato superficial terrestre habitam uma diversidade de seres vivos que são essenciais para que o equilíbrio ecológico se mantenha, como fungos, bactérias e pequenos vertebrados; além da vegetação, que sustenta e dá vida a esse substrato.A contaminação do solo ocorre através de agentes químicos, lixos e resíduos industriais. Ou seja, a ação do homem é a causa da poluição do substrato terrestre. É extremamente importante que ele seja preservado. Por isso, devem ser utilizadas técnicas para melhorar a relação horizontal entre o ser humano e o meio ambiente, principalmente no que se refere ao descarte de lixo no solo.A contaminação do solo pelo lixo é um dos principais problemas mundiais. Quer entender mais sobre como ela ocorre? Veja a seguir: Como acontece a contaminação do solo pelo lixo? O principal meio de poluição do solo pelo lixo é o despejo de maneira incorreta. O lixo pode ser depositado em lixões, onde é colocado em terrenos a céu aberto, sem qualquer tipo de limpeza, seleção ou tratamento. Nesse caso a contaminação do substrato pode se der devido a diversos poluentes — que são lançados diretamente no extrato superficial. Os lixões possuem ainda o risco de explosão, devido à decomposição do lixo orgânico que gera gases inflamáveis e podem também causar doenças, pois o lixo cria e atrai contaminante e animais causadores de enfermidades. Outro método de deposição do lixo são os aterros sanitários. Neles, o lixo é enterrado no solo, não sendo deixado a céu aberto e evitando possíveis doenças. Porém, os aterros devem ser preparados para que o solo ao seu entorno não seja contaminado pelo lixo. A decomposição do lixo nos aterros sanitários libera o chorume. Quando em contato com o solo e a água ele é altamente poluente, pois apresenta elevada carga orgânica em sua composição. Que prejuízos o solo sofre com a contaminação pelo lixo? A poluição do solo pelo lixo pode causar diversos problemas, tanto ambientais, quanto econômicos. O despejo incorreto de resíduos sólidos agrava o quadro de contaminação do substrato, fazendo com que ele possa até se tornar inutilizável. A poluição do solo pelo lixo é um grave problema e deve ser evitado a qualquer custo. Além da transmissão de doenças, pode causar deslizamento de encostas, enchentes, danos na paisagem, assoreamento de mananciais e a contaminação do ar e da água, elevando o risco de contágio dos seres humanos. Chorume: por que ele é tão poluente? Chorume bruto passa por drenos, lagoa de equalização, três lagoas aeradas e por um processo físico-químico antes de ser despejado no rio Inferninho O chorume ou líquido percolado possui coloração escura, forte odor e textura viscosa. Pode se originar devido à umidade natural do lixo nos aterros sanitários dão contaminantes encontradas nos resíduos e da água oriunda da matéria orgânica. Em geral, é composto por substâncias orgânicas, como carbono e nitrogênio; e inorgânicas, como cromo, mercúrio e chumbo. Além disso, apresenta grande concentração de sólidos suspensos e metais pesados, sendo tóxico para o meio ambiente. Por ser bastante solúvel, o percolado pode circular pelo solo e chegar aos lençóis freáticos, causando sérios problemas ambientais e à saúde humana, por conta da elevada toxicidade das substâncias nele presente. Por isso é tão importante realizar o tratamento adequado do chorume para evitar a contaminação do solo por esse poluente. A melhor opção é o tratamento biológico, uma solução de elevada eficiência, onde a matéria orgânica é decomposta e posteriormente pode ser utilizada na agricultura. É preciso sempre procurar alternativas para evitar a poluição do substrato. O tratamento deve ser feito em todos os casos, em especial no chorume. Somente assim o destino do lixo deixará de ser um problema! Origem dos Resíduos Sólidos Domiciliar: Originado nas atividades diárias das residências, constituído por restos de alimentos, produtos deteriorados, jornais e revistas, embalagens, papel higiênico, fraldas descartáveis e diversos outros itens. Dos serviços de saúde hospitalar: São resíduos sépticos constituídos basicamente de agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, luvas descartáveis, remédios, filmes de raio X, etc. Os resíduos assépticos desses locais, desde que coletados segregadamente e que não entrem em contato direto com pacientes ou resíduos sépticos, são semelhantes aos domiciliares. Industrial: É bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, fibras, metais, escórias, etc. Comercial: Originado nos estabelecimentos comerciais e de serviços, constituído de grande quantidade de papel, plásticos, embalagens diversas e resíduas de asseio de funcionários. Agrícola: Originados nas atividades agrícolas e da pecuária, incluem embalagens de fertilizantes e defensivos agrícolas, rações, restos de colheita, excremento de animais, etc.Público: Originado dos serviços de limpeza pública urbana e de áreas de feiras livres.Entulho: Resíduo da construção civil, composto por materiais de demolições, restos de obras, solos de escavações, etc. Formas de Tratamento e Destinação dos Resíduos Sólidos Reciclagem: Consiste, basicamente, da reintrodução dos resíduos no processo de produção. É uma prática que precisa ser difundida, especialmente pela economia da energia gasta nos processos de produção e pela diminuição na utilização de matéria-prima virgem. Entretanto, para ser viabilizada em maior escala, torna-se inevitável a adoção de políticas voltadas à regulamentação e incentivos ao setor. Com postagem: Constitui-se no processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. Esse processo tem como resultado final um produto – o composto orgânico – que deve permitir sua aplicação no solo sem ocasionar riscos ao meio ambiente. É muito praticado no meio rural. Para ser aplicado aos resíduos sólidos urbanos, necessita-se de um rigoroso processo de triagem de sua fração orgânica para livrá-lo de componentes tóxicos ou perigosos. Aterro Sanitário: É a forma de disposição final de resíduos sólidos no solo, em local devidamente impermeabilizado, mediante confinamento em camadas cobertas com material inerte, geralmente solo, segundo normas operacionais específicas, de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais. Incineração: É o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada. A incineração é utilizada, atualmente, no Brasil, apenas para o tratamento de resíduos hospitalares e industriais. É bastante difundida em países desenvolvidos e com pouca extensão territorial e, normalmente, associada à produção de energia. A organização do Aterro 7.METODOLOGIA: Pesquisa de Campo (diretamente com entrevistas individual) Coleta de informações por meio da internet Busca em livros didáticos/ paradidáticos/ revistas atualizadas Estratégias: Intensificar as pesquisas/ Fazer leituras em livros diversificados sobre o tema/ Debater com outros pesquisadores/ Aprofundar no conhecimento específico, teórico, científico e epistemológico. 8. CRONOGRAMA: 09-04 1ª aula - A Problemática dos Lixões e a Preservação ambiental (slides, data show) 10-04 2ª aula - Introdução ao conteúdo (documentário sobre o lixão de Prado) 16-04 3ª aula - O lixo e o descarte em locais inadequados (exposição de imagens das ruas da cidade, fotos antes e depois do descarte, fotos do lixão da cidade). 17-04 4ª aula - Pesquisa de campo, buscar dados junto a (Prefeitura, Secretaria do Meio do Ambiente Municipal, Estadual, Ministério do Meio Ambiente, ICMBIO, IBAMA, Revistas, jornais, internet). 23-04 5ª aula - Discursão em sala, todos juntos e a composição de músicas: (criadas pelos próprios alunos, relacionadas com o tema). 24-04 6ª aula -Debate, em sala, em grupo sobre: A Problemática dos Lixões ( nos bairros, na cidade, zona urbana e zona rural) 30-04 7ª aula - Avaliação individual; analisar a percepção e a criticidade dos alunos, sobre o conteúdo aplicado. Sobretudo as conseqüências de tais ações. 07-05 8ª aula - Destino do lixo – responsabilidade de todos 08-05 9ª aula - Problemas ambientais (onde acontece, por que acontece e soluções criativas, para estes mesmos) 14-05 10ª aula - Implementação da coleta seletiva na escola local. (todos os alunos do 2º ano C) 15-05 11ª aula - Conclusão dos conteúdos trabalhados (os alunos irão apresentar as músicas elaboradas na atividade acima, em sala. 21-05 12ª aula - Encerramento das atividades. Primeira etapa Preliminares: O que fazer? Iniciar uma pesquisa minuciosa aos órgãos competentes e pertinentes ao assunto escolhido, buscar por meios mais lógicos transcender a curiosidade do tema abordado, junto a (Prefeitura, Secretaria do Meio do Ambiente Municipal, Estadual, Ministério do Meio Ambiente, ICMBIO, IBAMA, Revistas, jornais, internet) e outros meios seguros de informações. 2. Por quê? A Problemática dos Lixões, não é um assunto somente do governo municipal ou estadual, e sim do povo em geral, diz respeito a sociedade civil, leiga e religiosa, é um problema do planeta Terra e das pessoas que residem nele, e que por sua vez, são as mesmas que produzem tanto lixo e o descarta em locais inapropriados. SEGUNDA ETAPA 6. Para quê? Chamar a atenção da (sociedade e governantes locais, escolas como todo e pais em geral), para procurar soluções ambientalmente legais e corretas no âmbito de reciclagem ou descarte regulamentado e sustentável, para o Meio Ambiente ser estruturado para nossos filhos netos. 7. Para quem? Para a sociedade em geral, todos serão beneficiados com a organização dos programas de reutilização de produtos que todos os dias são lançados a céu aberto nos grandes centros urbanos e também em pequenas cidades, como a cidade de Prado no Extremo Sul da Bahia, a qual faz parte a região em que moramos, isto não é normal. Mas é vivenciado por todos os moradores todos os dias. Queremos mudar este conceito de normal, e mudar para anormal, pois este lixo deveria ter outra direção promovendo assim de forma direta ou indireta o bem-estar da população. E a preservação do Meio Ambiente. Última etapa 6. Qual assunto será investigado? Destino do lixo – responsabilidade de todos 6.1Por que o escolheu? Problemas ambientais vêm se acumulando ao passar dos anos e todos têm contribuído para esta situação. O despertar da consciência ecológica busca orientar a sociedade sobre reciclagem e com postagem, e não ao descarte do lixo em locais inapropriados junto à população para a preservação do espaço terrestre. Em busca de um desenvolvimento Sustentável, mostrar várias formas e meios de produzir através do lixo descartado a céu aberto, ou seja, não deixar este mesmo ser jogado em locais inadequados, antes fazer reciclagem deste mesmo e os resíduos que precisam de descarte, serem alojados em local seguro e tratado, para não prejudicar a população e o Meio Ambiente. 6.2 O que espera alcançar com essa investigação? Pessoas, cidadãos mais conscientes e uma sociedade integrada no âmbito de preservação Ambiental. Salientar sobre as causas e as consequências deste descarte irregular do lixo que sai de nossas casas, e mostrar às pessoas o local onde este é lançado. E propor soluções sustentáveis de manejo por meio de oficinas e projetos voltados para este fim. A proposta é buscar um desenvolvimento sustentável para todos. 7. Que questão será investigada? A Problemática dos Lixões X Causas e Consequências X Preservação Ambiental. 9.CONSIDERAÇÕES FINAIS Essa é a quarta e última fase do processo de formação de professor em geografia (pelo menos na fase de graduação, porque este processo deve ser, e, é contínuo) e a disciplina do Estágio Supervisionado IV, teve um marco importante nesse processo de formação; principalmente na etapa de desenvolvimento, explicação, aplicação e prática do PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA (PIPE). Nesta etapa os estagiários tiveram o privilégio de ter a agradável companhia de duas professoras regentes acompanhando a aula de [em] campo, momento realmente singular onde experiências foram compartilhadas entre todos os atores envolvidos, o processo de planejamento e execução dessa etapa do estágio foi bastante norteador acrescentando experiências extras ao futuro professor (a), o fluxo seguido até a execução final da atividade de [em] campo, levou os estagiários a estar em lugares diferentes da sala de aula e conhecer novas pessoas e ainda saber como é trabalhoso executar uma aula extra escolar; dentre os percursos transitado entre a escola e a visita dos lixões existente na comunidade, também foi visitada a secretaria de transportes municipais para entrega de um ofício ao secretário de transportes, solicitando um ônibus escolar para deslocamentos dos alunos, professores e estagiários para realização das atividades de [em] campo. Esse momento foi diferenciado porque foi proporcionada a oportunidade de realizar um trabalho tecnicamente de responsabilidade do corpo diretor da escola, o qual foi de suma importância para crescimento e norteamento do futuro profissional de educação. Além disso o estagiário ao se posicionar à frente numa sala de aula como professor (a) regente responsável para ser o facilitador naquele momento na sala de aula. É nessa fase da prática do que foi apreendido na teoria, que o estagiário, tem que demonstrar o domínio na sala de aula e dos conteúdos aplicados; além disso, ele é também observado e avaliado tanto pelo professor regente, quanto pelos alunos. Por isso, nessa fase o estagiário precisa estar bem preparado para que este momento especial não se torne um momento de pavor e desastre. 10.REFERÊNCIAS Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Vontade de Saber, Neiva Camargo Torrezani. Componente curricular de Geografia dos anos finais do Ensino Fundamental II, São Paulo 2017. Espaço e Vivência, LevonBoligian, Rogério Martinez, Wanessa Garcia e Andressa Alves. Anos finais do Ensino Fundamental 9º ano, Editora: Saraiva São Paulo, 2015. http://bahia.ba/economia/brasil-perde-r-57-bi-por-nao-reciclar-todo-lixo-plastico-produzido. https://wgnamira.blogspot.com/2017/05/bahia-e-recordista-em-lixoes-no-pais.html. https://www.ibahia.com/detalhe/noticia/lixo-aumenta-5-vezes-mais-do-que-populacao-nordeste-tem-maior-numero-de-lixoes/. PENA, Rodolfo F. Alves. "Pegada ecológica"; Brasil Escola. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/pegada-ecologica.htm> BAHIA. Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (SEDUR). Relatório do Processo de Elaboração do Anteprojeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS/BA). 2011. Resultado Final da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA). 2013. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80054/RESULTADO-FINAL-4CNMA1.pdf >. Acesso: 29 mar 2014. Purificação, Ana Cristina da. A IMPLANTAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO DE ITAPETINGA E O PROCESSO DE MOBILIZAÇÃO COMUNITÁRIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL in http://www.conder.ba.gov.br/trab_tecnico4.doc. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. In http://www.cidades.gov.br/ Ministério das cidades. In http://www.cidades.gov.br Organização Pan-Americana de Saúde. In http://www.opas.org.br Estatísticas de reciclagem. In http://www.ambientebrasil.com.br Fórum Nacional Lixo & cidadania. In http://www.lixoecidadania.org.br. ANEXOS

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